domingo, 6 de fevereiro de 2011

Diálogos IV

Encostado no carro em uma atípica noite em que não está tão quente quanto o normal, enquanto eu bocejo porque o tédio me consome (e talvez minha cama fosse mais interessante do que simplesmente ficar na frente de um bar encostado em um carro ouvindo as mesmas músicas de sempre como garotos perdidos na década de 90) Ele faz um baseado e reclama porque mais parece um pastel.

Eu: É sério que tu tá fazendo isso aqui?

Ele: E você quer que eu faça onde?

Eu: Não no meio da rua? Você sabe que isso é ilegal né?

Ele: Desculpa pai, eu não queria que você ficasse desapontado nunca mais vou usar nada, nem beber alcool eu irei.

Essa ironias que Ele usa realmente me deixa puto, só que ás vezes elas são muito boas e me sinto mal por deixar um talento como esse ser esmagado pelo meu mal-humor.

Eu: Tá certo, continua. Se a polícia passar eu serei fichado de qualquer forma.

Ele: Muito obrigado pelo companheirismo.

Eu: Eu tenho alguma escolha?

Ele: Não, infelizmente não.

Eu: E aí o que me conta de novo?

Ele: Nada demais, daqui a uns 15 minutos eu vou estar 1,5% mais imbecil e você?

Ele acende o cigarro e eu começo a me encomodar, tenho rinite.

Eu: Tem como virar essa coisa pra lá?

Ele: Ué, você não quer?

Eu: Não, brigado.

Ele: Tanto faz, sobra mais pra mim...Mas conta, como andam as coisas?

Eu: Normais, entediantes como sempre - um momento niilista da minha vida.

Ele: Você ainda tá saindo com aquela guria lá?

Eu: Quem?

Ele: São tantas assim? Não sabia que eu estava falando com um pegador.

Eu: Falar "Quem?" é automático, acho que meu charme se equipara ao do Woody Allen, ou seja, meu futuro é me casar com minha enteada vietnamita.

Ele: Ela não é chinesa?

Eu: Não lembro, mas eu gosto do vietnã, no meu mundo ela é vietnamita.

Ele: Ok ok, na sua rua ela pode vir de qualquer lugar, continue a história antes que eu fique lento demais pra prestar atenção.

Eu: Não estamos mais juntos, quer dizer, nunca ouve um "Nós".

Ele: Mas você queria um "Nós" não é?

Eu: Queria, óbvio.

Ele: E por isso acabou? Nossa cara, você é tão clichê.

Eu: Não, calma...Não foi por ESSE motivo específico.

Ele: E foi porque? Vocês sempre combinaram...

Eu: Sempre combinamos né? Gostamos das mesmas bandas, mesmos filmes até gostamos de músicas ruins e obscuras da década de 80...

Ele: Garoto apaixonado, pare de falar merda e diga logo porque não deu certo.

Eu: Eu cansei.

Ele: Dela?

Eu: Não, cansei de ser o "Garoto-Me-Desculpa".

Ele: Eu sei que eu já estou lento mas, pode me explicar porque eu não consigo fazer um sintal de interrogação no meu rosto.

Eu: Eu sempre fui tratado como um erro para ela, ela enchia a cara e a gente se pegava, no outro dia tinha o que? "Desculpa, foi sem querer". Ela bebia e a gente dormia, no outro dia tinha o que? "Desculpa, eu me excedi" - Foda-se.

Ele: Hmm, gostei disso...Atitude.

Eu: O problema é que eu sempre voltava.

Ele: E o que você fez para parar?

Eu: Parei de voltar, ué.

Ele: Tão simples.

Eu: Não sou um brinquedo pra se usar e jogar fora.

Ele: Tava demorando pra começar os sentimentalismos...

Eu: Não é sentimentalismo, é a verdade.

Ele: Claro claro, ela usava os poderes mutantes de Jean Grey para controlar sua mente com uma ubber-libido matadora e te usava inúmeras vezes para se sentir melhor com seu ego enquanto o probre garoto se iludia com o maldito amor.

Eu: É como eu digo: "Uma vez é acidente, duas é coincidência mas três é ação do inimigo."

Ele: Isso é seu? Eu tenho a ligeira impressão que já vi isso em algum lugar.

Eu: Impressão sua, deve ser o efeito aí.

Ele: Nem duvido.

Eu: Hey, bora comer? Bateu uma larica.

Ele: Né? Em mim também, nem sei porque.

Nem era tão tarde, ninguém entendeu porque eu queria ir pra casa me trancar no meu quarto e esperar que houvesse algo na internet que eu não tivesse lido, nem eu entendia. Eu tava preferindo minha cama do que qualquer tipo de socialização, no meio do caminho fomos comer naquela lanchonete que não é tão limpa quanto eu desejaria que fosse, a garçonete do sorriso bonito não estava lá, mas eu acho que ultimamente tenho vindo aqui pelos molhos, descobri que ela tem uma aliança na mão esquerda.


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Diálogos III

Naquela lanchonete que não é limpa tanto o quanto você gostaria mas que aquela garçonete bonitinha sempre faz você voltar.

Ele: Faz um tempo que a gente não troca uma idéia, né?

Eu: É verdade, faz mó cara.

Ele: "Mó cara"? Seu vocabulário decaiu dessa forma?

Eu: Tava demorando a você encher meu saco...

Ele: Não é encher seu saco, é simplesmente a verdade.

Eu: Tá tá tá, deixa pra lá...Olha, tava pensando em uma coisa.

Ele: Lá vem mais uma teoria que prova que você é "looser" e que deviamos ter pena de você?

Eu: Hey, eu nunca quis pena!

Ele: Ok ok, corta o momento de auto-preservação e fala logo o que você quer falar.

Eu: Sabe, eu sempre pensei que conquista uma garota fosse como um jogo de tabuleiro.

Ele: Eu sei que eu vou me arrepender MUITO por isso mas...Me conte.

Nesse momento a gente pede o sanduíche, infelizmente a garçonete bonitinha foi atender a outra mesa, um casal (e eu acho que a garota bebeu um pouco demais), no lugar dela uma mulher de seus 24 anos e rostinho de 32 veio nos atender, eu fico feliz por ver que ela está sorrindo ao atender alguém que mais parece falar sozinho.

Eu: Você quer mesmo saber?

Ele: Cara, eu tenho por acaso outra opção?

Eu: Não.

Ele: Conte, você é minha carona mesmo.

Eu: Eu sempre pensei que a jornada de conquistar uma guria era baseada mais ou menos em algo como aqueles games em que você joga o dado e daí tem uma missão, Sabe?

Ele: Não?

Eu: Você joga o dado e aparece "ande três casas", "volte duas" saca?

Ele: Ah, sei sim qual é, mas o que seria o jogar de dados?

Eu: Então, eu pensava que eram atos.

Ele: Como assim? meio "cavalheiro"?

Eu: é, mais ou menos, você ia deixar ela em casa e por isso ganhava mais pontos.

Ele: Você tinha o que, 7 anos?

Eu: Pra ser sincero eu acreditava nisso até pouco tempo.

Ele: Nossa, são nesses momentos que eu penso que talvez você tenha algum tipo de retardo mental, quantos anos você tem, 22?

Eu: 21, acho que você deveria saber disso...Deixa pra lá, posso continuar.

Ele: Go Get Them, Tiger.

Eu: Eu me lembro muito bem quando tinha uns 13 anos, eu tinha uma apaixonite por uma garota e ia deixar ela em casa, aquela velha esperança de que ela iria me achar legal e me dar um beijinho quando eu fosse embora.

Ele: Isso é culpa dos filmes dos anos 80.

Eu: Eles te fazem pensar que segurar um rádio na janela de uma garota tocando Peter Gabriel vai fazer ela gostar de você.

Ele: Maldito John Hughes.

Eu: Cameron Crowe que fez esse.

Ele: John Hughes continua sendo um maldito.

Eu: Eu gosto dos filmes dele.

Ele: Claro que gosta, você é uma menininha de 13 anos apaixonada.

Eu: Pois bem...

Ele: Sim sim, continue...

Eu: Eu acreditava que fazendo algo, sei lá, acho que eu ainda cortejo a guria.

Ele: Corteja? Nossa, você tá onde? Século XVII?

Eu: Ah, desculpa Zé Mayer.

Ele: Não é assim também, a vida não é fácil.

Eu: Eu sei.

Finalmente nossa comida chega, minha comida na verdade, ele resolveu não pedir comida e sugar do meu, dessa vez a garçonete bonitinha veio nos servir, ela sorriu mas não porque eu sou especial ou algo, ela sorriu porque me fazer pensar que ela está feliz faz parte do trabalho dela, pra completar eu vi que existe uma aliança na sua mão esquerda, a única coisa que consegui pensar foi : "Droga, malditos matrimônios".

Ele: Sabe o que eu acho?

Eu: Eu acho que você deveria não comer minha batata e pedir uma pra você.

Ele: É sério, você deveria ter uma "Fuck Friend".

Eu: Quem? Uma ex?

Ele: É, uma boa idéia.

Eu: Não, nunca é uma boa idéia.

Ele: Por que? Eu acharia I-R-A-D-O.

Eu: "Mó cara" é proibido, mas achar algo "irado" é legal né?

Ele: Ué, é normal! "Mó Cara" parece roteiro ruim de malhação.

Eu: Existe algum bom?

Ele: Tanto quanto filme do Harrison Ford sem que ele corra.

Eu: Tem aquele filme com a Michelle Pfeifer.

Ele: Eu tenho quase certeza que tem uma hora que ele dá uma corridinha.

Eu: Cala a boca.

Comemos e fomos embora, eu sempre sinto umas saudades das conversas com Ele, mas daí quando eu tenho uma eu sempre me lembro porque nunca volto, é como ir a igreja aos domingos.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Diálogos II


Em um bar, com uma cerveja esquentando porque se embriagar já não tem o mesmo impacto de antes e Bon Jovi sendo tocado já não te empolga.
Naquela noite fria em que tudo poderia dar certo e não deu porque simplesmente você não insistiu, ou simplesmente não tinha que dar.


Eu: Sabe, eu acho que eu criei muita expectativa...

Ele: Foi por isso o tema do último texto?

Eu: Foi, você leu?

Ele: É né...Tinha como não ler?

Eu: É, tinha esquecido...

Eu: Então...
(Interrompendo)
Ele: Você já percebeu que fala "Então" sempre que quer retomar um assunto?

Eu: Eu sei, posso continuar?

Ele: Sabe o que eu acho das suas lamúrias? Algum tipo de te fazer sentir uma auto-piedade.

Eu: Eu sempre esqueço o fato de você involuntáriamente me apoiar...

Ele: E eu realmente esqueço das suas tentativas frustradas de irônia...

Eu: Posso continuar minha conjectura?

Ele: Uso de palavras estranhas é apenas um modo de exaltar seu ego colocando algum tipo de moral...

Eu: Se eu quisesse conversar com um psicólogo teria ido conversar com minha mãe...

Ele: Você vai falar não é? Teria eu alguma chance de fugir disso?

Eu: Infelizmente não!

Ele: Ok, continue com sua CONJECTURA! (soando mais irônico do que o Rafinha Bastos)

*A forma d'Ele usar a ironia é algo que me causa inveja, eu realmente gostaria saber fazer dessa forma meus comentários.*

Eu: Você consegue imaginar uma vida com um Flou? É como eu vejo as coisas...

Ele: Prossiga, tente manter meu interesse por mais três frases...

Eu: Sabe, aquele problema com minha imaginação me sabotar, eu penso tanto em algo, de como poderia se desenrolar que é como se eu visse tudo granulado...

Ele: Sei...e?

Eu: Minha vida inteira é baseada em pensar demais e nunca agir, eu consigo sempre pensar em tantas formas que vai dar errado que prefiro ficar com meus sonhos do que ver algo se transformar em realidade.

Ele: Você já viu o filme novo do Nolan? Aquele dos sonhos?

Eu: Ahn?

Ele: Eu parei de prestar atenção na segunda parte...

Eu: É sério, isso?

Ele: Não, mas você devia arranjar uma maquininha daquelas, viver no seu sonho...

Eu: Eu tou falando sério aqui...

Ele: Você sabe como ultimamente eu criei um certo repúdio da sua maneira de romancear as coisas né? Nem tudo na vida é poético, nem tudo funciona como se quer, você não é um belo floco de neve original, como você existem centenas, milhares, quiçá milhões...

Eu: Mas...

Ele: Calma, agora é minha vez de falar...Os mesmos sonhos mesquinhos, as mesmas imbecilidades sentimentais de que existe amor no mundo e todo aquele blá blá blá que eu já estou cansado de ouvir, Se você sabe que a merda da sua vida é baseada em sonhos granulados com cores azuis e cinza faça algo, você sabe do problema e não faz nada a respeito? Que merda é essa?

Eu: Eu simplesmente tenho medo...



*Eu não liguei e meu telefone passou o resto da noite no meu bolso, o único momento de alarde foi uma sms da operadora perguntando se eu estava afim do serviço "Azaração", eles devem ter espiões.
Não continuei a conversa, eu iria passar duas horas ouvindo um discurso de como eu sou um grande medroso, logo ele me perguntou o que eu tinha realmente achado de "Os Mercenários" e a conversa foi sendo levada para outros patamares.*

O bar vai ficando vazio com o passar da noite e o garçom com cara de amigo da Paola de "A Usurpadora" logo traz mais uma cerveja.


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Jack's Chronicles: Star Whores - S02E04 - "Don't Expect A Expectation"

Se existe algo que destrói você por dentro mais rápido do que o vírus Ebola é uma idéia, é como um câncer que começa a consumir todo seu corpo e multiplicando isso por dez vem a droga da "Expectativa".



Star Whores

S02E04

"Não Espere Uma Expectativa"




Capítulo 1 - A primeira tropeçada

Quando se é uma criança minutos, horas e dias não fazem muita diferença, tudo é um apanhado de imagens e lembranças desconexas, até que você começa a perceber que existe um dia no ano em que coisas estranhas acontecem, nesse dia ganha-se presentes, come coisas legais e todos sorriem quando te encontram.


Sim, esse dia é seu aniversário.


Logo percebe-se o padrão e geralmente esse é o primeiro fator que te causa uma expectativa na vida, espera-se presentes legais, festas bacanas e muita diversão.


É com isso que no seu quarto aniversário sua mãe, com a maior boa vontade, contrata uma palhaça com dreadlocks azuis parecida com o Predador fazendo assim que você saia em todas as fotos tiradas chorando e com cara de medo e criando um certo pavor de palhaços que apenas uns 5 anos depois vai te abandonar.


E assim foi criada sua primeira expectativa e sua primeira frustração.


Parabéns!


Capítulo 2 - Não existe quarentena


O tempo vai passando e o que era apenas uma idéia ou uma forma de imaginar as coisas vão consumindo todos os seus pensamentos e logo logo nada acontece como você tinha pensado, nada é tão bom quanto como VOCÊ tinha pensado.


Sabe aquele filme que você queria ver? Não foi uma boa adaptação e o diretor resolveu usar do óbvio;

Sabe aquele álbum daquela banda? Poderia ter ficado melhor, porém ele soou muito genérico e eles nunca vão conseguir reproduzir isso ao vivo;

Sabe aquela comida que você tanto gosta? Não é tão gostosa quanto o que você conseguia se lembrar;

Sabe aquela prova? Você não passou e por isso sua vida não vai dar aquela guinada mágica vista em novelas das sete.



Nesse momento da infecção sua imaginação já está umas 100 milhas de distância do que os outros conhecem por realidade, a forma como você pensou e/ou sonhou é muito mais adequada ou até mesmo mais interessante.


Isso se torna muito mais dramático quando você começa a se relacionar com pessoas, você conhece uma garota e logo você começa a pensar em como será seu primeiro beijo, na chuva? De uma forma romântica? NOT!


E se torna pior porque você começa a acreditar em suas expectativas, ela veio falar com você? é porque realmente existe uma faísca.

Ela te liga? É porque ela realmente gosta de sua companhia.



Quando você percebe que tudo veio da sua cabeça é que cai a ficha, tudo foi causado por sua expectativa.


Ela veio falar com você porque não tinha ninguém melhor pra falar, ela te ligou porque você tem carro e vai dar carona a ela e nada mais e não porque você é divertido e, vamos ser realistas, se você for divertido você é o amigo que tá ali pra fazer ela rir, é como aqueles bonecos que falam, puxa uma cordinha e você solta uma piada pra fazer ela rir de algo e se sentir melhor na noite em si.



Algumas pessoas tentam se desvencilhar dessa patologia com o pessimismo

"Porque se voce pensar que vai ser ruim qualquer coisa é lucro."


É outro tipo de pessoa que acaba caindo na onda da expectativa e suas garras mortais e psicóticas, você só tá se enganando que vai ser ruim pra diminuir suas expectativas, mas elas estão lá, sendo fomentadas por sua imaginação ou seu ego, prontas para atacar a qualquer minuto.


Espectativas são tão ruins, eu as odeio tanto que eu esperava que esse texto soasse melhor, me frustrei.

domingo, 25 de julho de 2010

Diálogos I


Em um café, em algum lugar do mundo, com uma pequena chuva caindo que só serve para deixar alguém resfriado, te deixar bravo por ter molhado sua camisa ou apenas pra machucar seu rosto por ser tão fina.

Ele: E aí, como você se sente?

Eu: Sobre o que?

Ele: Sobre o que aconteceu hoje, né?!

Eu: Como assim?

*Ele acende um cigarro com uma cara de que gostaria muito de bater na minha cara pelo simples motivo de que se esquivar de assuntos que me magoam é um dos três esportes que eu me dou melhor.*

Ele: Com o que aconteceu com Ela, seu merda!

Eu: Ah é...Nem me lembrava disso...

Ele: Foi a umas 6 hrs atrás, óbvio que lembra! você ficou chateado, se não não tava fugindo agora!

*Realmente, eu não gosto de falar sobre coisas que vão me magoar, mas é muito mais excitante do que falar sobre algo convencional*

Eu: Ahhh! Não é que eu esteja chateado, não sei explicar.

Ele: Você tá chateado vai..."Não sei explicar..." Ou tá, ou não tá! não é uma droga de equação!

*Em nenhuma questão que você respondeu em toda sua vida o "Sim" ou "Não" foram suficientes, depois sempre tem um "Elucide sua resposta usando os assuntos estudados".

Eu: Vou te explicar como eu me sinto, eu me sinto como quando eu tinha 12 anos e fiquei chateado porque descobri que o Freddy Prinze Jr. tava noivo da Sarah Michelle Gellar...

Ele: A Buffy?

Eu: É, a Buffy! Eu simplesmente me lembro de ter sentido meu coração se despedaçar, mas simplesmente eu sabia que era estúpido, eu não gostava dela, eu gostava de um personagem que ela dava forma, entende?

Ele: Com certeza eu sou uma das três pessoas mais inteligentes e espertas que você conhece, mas dessa vez eu acho que me perdi... Poderia elucidar sua resposta usando os assuntos estudados?

*Não, Ele não disse isso...Mas eu gostaria que tivesse dito!*

Eu: Eu criei uma coisa com o que me apegar, se hoje eu apenas procuro alguém que me faça feliz, que eu possa abraçar e que possa sair comigo aos sábados naquela época eu realmente me interessava em uma heroína colegial que matava vampiros e demônios, mas ela era um amor platônico e nada mais, ficar chateado porque ela tava noiva era estupidez, eu nem a conhecia, eu nunca chegaria até ela! Eu simplesmente não tinha chance...

Ele: Tudo isso pra dizer que você não ficou chateado porque era um amor platônico e que você não tinha chance?

Eu: Eu não posso me chatear se a Zooey Deschanel vai pra cama com algum rapper californiano porque simplesmente ela é um amor platônico...

Ele: Pára, Pára! Eu já entendi!

Eu: Não mudou em nada, talvez eu vire a cara em algumas vezes, sabe como é...não sou eu que tou lá.

Ele: É...Você sabe como é.

Eu: É como quando alguém tem um sinal no rosto, você não quer olhar, mas não consegue.

Ele: Não olha, se foca em outra coisa.

Eu: Eu sei, é o que eu vou fazer.

Ele: Não sei o que seria de você sem mim...

Eu: Alguém não esquizofrênico, talvez.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Jack's Chronicles: Star Whores - S02E03 - "Some Girls Are Crazy..."

Eu sempre tive uma teoria sobre a população mundial, mulheres são muito mais fáceis de arranjar pessoas, eu acredito que pra cada garota existe no mínimo um cara que acha ela interessante, mesmo que você seja banguela, vai existir esse camarada! Mas pra os caras não é tão fácil, infelizmente, nós somos uma grande multidão de hormônios e geralmente temos hábitos parecidos, quando se é um nerd então, nem adianta tentar, é como se você tivesse escolhido a opção "Very Hard/Hardcore" no início do jogo, todo geek sonha em ter aquela poção de "Poção do amor #9" que o torna irresistível mas infelizmente nem todos conseguem a Sandra Bullock ninfeta como stalker.



Star Whores

S02E03

"Some Girls Are Crazy, Just Listen What I've To Say About It"

Trecho da música "Boy Crazy" do New Found Glory




Existem milhões de formas de você "chegar" em alguém, uma das formas mais erradas é você perseguir alguém, houveram duas garotas na minha vida que eu as considero como "Stalkers".


A primeira não foi tão chocante assim, não lembro muito bem do rosto dela e muito menos o nome, mas era engraçado, a mina morava a uns 500m da minha casa, mas ela vinha com a amiga e ficava olhando, foi assustador um dia, um sábado pela manhã em que eu estava só, por causa da minha insônia resolvi ir na calçada pra tomar um ar, lá estava ela, sentada.


"Você não está exagerando? Ela podia estar apenas estudando ou olhando a paisagem!"


Um tempo depois uma amiga dela "confidenciou" que a amiga tinha um tipo de fixação por mim, se ela sentisse isso por algum amigo meu que tinha uma aparência mais agradável eu acharia normal, mas por mim? O único diagnóstico seria loucura.


Passaram alguns anos e uma garota vem falar comigo no Orkut, o mundo pós-sites de relacionamentos é um lugar bem mais interessante quando você quer ser stalker, você pode simplesmente ficar olhando o profile de alguém até que ela venha falar com você, mas essa garota não era assim, ela corria atrás do que queria, ela foi lá e conversou comigo e sim, eu sou um rapaz simpático, mesmo não parecendo eu tenho a tendência de ser legal com as pessoas, o que eu pensei que fosse apenas uma pessoa que iria ser mais um contato estacionado em meu Orkut logo se transformou na janelinha que mais piscava em meu MSN, eram férias, acho que a uns seis anos atrás se não me engano, logo começaram as aulas e ela tinha resolvido se mudar para a mesma escola que eu frequentava, tentava dar uma entedida de música comentando sobre bandas que...OLHA SÓ...Eu gostava, mesmo parecendo que o rolé dela era o já famigerado Forró, a coisa começou a ficar estranho quando eu notei que havia um magnetismo (que eu adoraria que não existisse), é como se quando eu saísse pro intervalo houvesse uma força puxando ela para perto de mim, mesmo sem falar nada ela ficava lá como um adorno ao nosso círculo de conversas (não era um adorno muito bonito de se ver, ela se assemelhava um pouco a Regan de "O Exorcista"), eu comecei a querer me esconder e isso denotava que alguém estava sendo prejudicado, meus amigos, sempre muito prestativos fizeram o favor de criar um apelido, chamavam a apaixonada louquinha de "Tamagoochi", eu sei que é realmente maldoso mas até hoje eu ainda consigo soltar algumas gargalhadas sobre tamanha criatividade, eu acabei me importando com ela, como chegar pra alguém e dizer "Olha, sem ser chato, mas existe a possibilidade de você parar de me seguir?".

Ela possuia algumas coisas que me davam medo, o olhar psicótico fica no topo da lista (acompanhado por um hálito um tanto quanto desagradável), eu acabei conversando com ela, dizendo que não ia rolar nada e que não queria magoa-la, ela me jogou uma praga que fez cair uns fios de cabelo em mim e acabou mudando de escola, tempos depois eu descobri que ela era vizinha de um dos meus melhores amigos e quando nos esbarramos ela ignorou minha presença, foi irônico porque a meses atrás ela era BFF da minha própria sombra.

Essa foi minha história com Stalkers, minha vó sempre falou "Tudo demais é veneno" e talvez se a poção do amor número nove existisse ia acontecer a mesma coisa que no filme, eu usaria, um monte de guria louca ia ficar atrás de mim e talvez a minha amiga nerd que na verdade era a Sandra Bullock (ninfeta, não esse mar de Botox que existe hoje) por trás de óculos fundo de garrafa nunca fosse encontrada, o Tate Donovan teve sorte, mas talvez eu não possuísse, eu sou paranóico, alguns dizem que é porque eu sou assim, outros tentam criar desculpas cósmicas como o fato do meu signo ser virgem, tenho uma confissão a fazer:


Eu sou stalker de alguém.


Ok, isso é mentira! Mas quem nunca ficou horas procurando em Orkuts/facebooks ou qualquer merda alguma guria que ele acha impressionante? Seria isso a paquera do século XXI? É vergonhoso dizer mas eu faço isso, já já eu vou entrar em um profile e ficar olhando as mesmas 29 fotos, mas eu paro por aqui.



quarta-feira, 12 de maio de 2010

Jack's Chronicles: Star Whores - S02E02 - It 'll Probabably going to eat you alive!"


Na vida, existem duas perguntas difíceis de um homem fazer. Uma geralmente é romântica e doce, enquanto outra geralmente vem de um cara meio-bêbado em um bar, mas elas são igualmente importantes:




Star Whores

S02E02

Isso Vai Provavelmente te comer vivo!



"Tá afim de ir lá fora?"



Eu sempre tive um problema crônico, aquele tipo de coisa que pode até ter vindo de um fator externo, mas são apenas teorias, alguns psicólogos dizem que vem de dentro de mim, eu acredito que vem da minha esposição a bandas britânicas com suas músicas tristes e filmes do Kevin Smith como "Procura-se Amy", eu sempre acreditei que todo esse papo de "Alma Gêmea" fosse real, que por via do destino você a encontrasse e daí em diante sua vida fosse apenas créditos brancos em uma tela preta.




Não, não é assim.



Sempre pensei que os ditos "Sinais" existissem, eu já pensei que uma garota era minha alma gêmea porque ela gostava das mesmas coisas que eu, outra porque odiava as mesmas coisas que eu, porque odiava o que eu gostava, porque gostava de filmes que eu gostava, porque achava casamento algo estranho, porque sorriu pra mim...Bem, eu já me confundi muito com sinais, alguns dizem que eles não existem e apenas você deve fazer algo e tomar uma atitude no momento certo e começar uma nova "aventura" com um beijo.


Mas aí é que está o "x" da questão e nós voltamos a grande pergunta explanada no início do texto:


"Tá Afim de ir lá fora?"


Nossa, essa pergunta pode ser feita de mil formas, a única coisa que você quer é um sinal (se é que ele existe) de que a garota pode te beijar naquela noite, quando se está solteiro por um tempo meio longo você mergulha em uma piscina de incertezas e bebe martinis de desconfiança com pequenas azeitonas de paranóia, não se sabe ao certo, aquela garota que está sendo completamente simpática com você pode estar sendo REALMENTE muito simpática ou simplesmente ela quer te dar uns pegas em algum corredor escuro e/ou banheiro sujo de um recinto qualquer, você não sabe e não vai saber, porque nesse momento seu cérebro está processando todos os poréns que existem na cena em questão, o que fazer?


1 - Você pode tentar beija-la mas isso é também conhecido como "Ataque Kamikaze" dos ruins em relacionamentos, funcionaria muito bem quando você estivesse realmente BÊBADO, mas se ainda está no time dos "meio-bêbados" isso é um perigo em potencial, eu vejo escrito em letras garrafais vermelhas a palavra "DANGER!!!!!!" com muito mais pontos de exclamação do que essa, e, se você teve a idéia brilhante de conversar com ela por tempo suficiente de se preocupar com ela, sim, isso é um kamikaze de verdade.


2 - Você pode fazer alguma pergunta como a que está lá em cima, isso pode ser um sinal de que existe um interesse, ou não.


3 - Você pode ir embora.



Das três opções a única que te traz segurança é a terceira, você será transformado em um frouxo mas você não saiu da "Zona de Segurança", esse é o problema com sinais, sem querer explicar com semiótica mas NINGUÉM ENTENDE O QUE REALMENTE É UM SINAL, eu já li que mulheres mexem no cabelo e tocam enquanto conversam com homens que elas se sentem atraídas mas isso soa tão ANIMAL PLANET, que você fica com vontade de mijar em cima dela pra que os feromônios façam seu trabalho, depois que você chega em casa alguém te diz "porque você não beijou ela? ela deu sinais!"


ONDE? TINHA NEON? MOVIMENTO? PORQUE SIMPLESMENTE EU NÃO VI!



Eu sou um cara romântico, eu acredito em beijos na chuva, eu acredito que o beijo do homem-aranha foi algo maravilhoso( tem chuva, um super herói, mamilos e ponta-cabeça), mas começo a acreditar que deveria deixar os "sinais" pra trás, eu nunca os entendo e sempre perco o tiro, sendo que em coisas desse tipo é "One Shot, One Kill" e se você não conseguiu, bem...A fila vai andar.